A planta moringa oleifera, conhecida como moringa ou acácia-branca, tem origem na Índia e hoje é cultivada em várias regiões tropicais. Suas folhas, flores, sementes, vagens e madeira são usados na alimentação, cosméticos, papel, fibras têxteis e óleo vegetal.
Com crescimento rápido e alto valor nutricional, a moringa apresenta vitaminas A, C e do complexo B, além de minerais como ferro, cálcio, fósforo e zinco. Compostos bioativos, flavonoides e fibras reforçam o interesse científico sobre seus potenciais benefícios.
Pesquisas sugerem efeitos na glicemia, inflamação, imunidade e saúde cardiovascular, mas ainda não há comprovação robusta. Estudos apontam tanto efeitos antioxidantes quanto possibilidades antimicrobianas, sem conclusões definitivas.
Proibição da ANVISA
Em 2019, a ANVISA proibiu a fabricação, comercialização, importação e propaganda de alimentos que contenham moringa no Brasil. A decisão aponta a ausência de evidências consistentes de segurança para consumo em alimentos.
A agência informou que não foi possível descartar riscos genotóxicos ou hepatotóxicos associados à planta. Produtos impactados incluem chás, cápsulas, comprimidos, bebidas e suplementos.
Entre os motivos, a ANVISA citou a necessidade de mais estudos para confirmar a segurança de uso da moringa como ingrediente alimentício. A proibição, segundo a agência, permanece em vigor no território brasileiro.
O uso da moringa pode provocar efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarreia e reações alérgicas. Grávidas, lactantes e pessoas em uso de diabetes, hipertensão ou anticoagulantes devem consultar orientação médica antes de qualquer uso.
Entre na conversa da comunidade