Um achado raro da astronomia pode, pela primeira vez, oferecer uma medida direta da taxa de expansão do universo. Trata-se de uma supernova superluminosa localizada a cerca de 10 bilhões de anos-luz, observada em cinco imagens distintas.
A explosão estelar foi vista devido à lente gravitacional causada por duas galáxias entre a supernova e a Terra. A gravidade dessas galáxias desviou a luz, gerando trajetórias diferentes e atrasos na chegada das imagens ao observador.
Esses atrasos permitem estimar diretamente a constante de Hubble, sem depender apenas de métodos tradicionais. Hoje, a extensão da expansão é estimada por meio da escala de distâncias e da radiação cósmica de fundo, com resultados discordantes.
A novidade está na simplicidade relativa da distribuição de massa dessas galáxias-lentes, o que facilita o modelamento matemático. A clareza do sistema aumenta a precisão das estimativas da expansão cósmica.
Os dados foram analisados em estudos publicados na revista Astronomy, com participação de Stefan Taubenberger e colegas. Observações adicionais foram feitas com telescópios equipados para correção atmosférica.
Essa abordagem pode oferecer medições mais diretas e com menos etapas, contribuindo para reduzir a tensão de Hubble. Novas observações seguem em andamento, ampliando o conjunto de sistemas lensados estudados.
Entre na conversa da comunidade