O Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS) investiga uma possível poluição química que está chegando ao Nairobi National Park. Em comunicado, a agência informou entrada de água com espuma anormal via o corredor de drenagem Mlolongo. A constatação ocorreu em 30 de abril de 2026.
A água apresenta espuma branca, efervescência contínua e coloração não natural, apontadas como indicativas de contaminação química. O parque, criado em 1946, fica dentro da cidade de Nairobi e ocupa 117 km² de savana, floresta e zonas úmidas.
A proximidade com zonas industriais da capital eleva a vulnerabilidade do parque, que abriga espécies icônicas e áreas de proteção, incluindo um santuário de rinocerontes e um orfanato de animais. A situação pode afetar a biodiversidade local e a conectividade com bacias hidrográficas.
Segundo a KWS, o sistema afetado deságua nos rios Mbagathi e Athi, tornando o Athi Dam um recurso hídrico estratégico sob risco. Downstream, comunidades, agricultura e pecuária podem sofrer impactos pela qualidade da água.
A investigação preliminar aponta possível interação do runoff com áreas industriais próximas, incluindo Orbit Chemical Industries Ltd. A apuração visa confirmar a origem e a composição da contaminação, bem como orientar medidas de contenção.
A Orbit Chemical não respondeu até o fechamento deste material. A KWS informou que atua em parceria com a National Environment Management Authority e a Water Resources Authority para identificar fonte, natureza do contaminante e procedimentos de contenção.
A agência ressaltou que o descarte de resíduos não tratados ou substâncias perigosas em ecossistemas protegidos é ilegal e será alvo de aplicação rígida de leis. O público foi orientado a evitar pesca e uso de água dos rios envolvidos.
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