Ao menos três mortes ligadas a um possível surto de hantavírus foram confirmadas neste domingo (3/5) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Um caso foi confirmado, com mais cinco suspeitos em investigação. O episódio envolve um cruzeiro no Atlântico.
O surto foi registrado a bordo do navio MV Hondius, que seguia a rota da Argentina para Cabo Verde. A OMS informou que investigações detalhadas estão em andamento, incluindo mais testes laboratoriais para actualizar o quadro.
A hantavirose pode ser transmitida a humanos pela inalação de partículas em suspensão no ar, provenientes de fezes secas de roedores. A doença pode evoluir para quadros graves, com síndrome pulmonar ou renal.
O que é hantavírus
A doença é causada por vírus transmitidos principalmente por roedores. A inalação de partículas de urina, fezes ou saliva é a via de transmissão mais comum, segundo o CDC.
Existem duas formas graves: Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS) e Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). A HPS envolve o sistema respiratório, com alta taxa de mortalidade em casos com agravamento.
A SCPH afeta principalmente os rins e pode evoluir para insuficiência renal aguda, com sintomas que variam entre febre, dor e alterações urinárias.
Dados globais e tratamento
Estimativas apontam cerca de 150 mil casos anuais de SCPH em todo o mundo, com maior incidência na China, Europa e Ásia. Nos EUA, os registros oficiais indicam mais de 880 casos entre 1993 e 2023.
Não há tratamento específico para hantavírus. O manejo foca no suporte clínico, incluindo oxigênio, ventilação e, em casos graves, diálise. A prevenção destaca o controle de roedores e proteção ao limpar áreas infestadas.
Observação: as informações sobre o caso no MV Hondius são atualizadas conforme novas avaliações da OMS.
Entre na conversa da comunidade