Um levantamento da Environmental Working Group (EWG), com base em dados do USDA, aponta que 75% das amostras de frutas e vegetais não orgânicos continham resíduos de pesticidas mesmo após lavagem e preparo. O estudo analisa mais de 54 mil itens de 47 produtos diferentes.
Os resultados mostraram presença de pesticidas em praticamente todos os tipos de alimento, com variações nos níveis. Dentre as substâncias detectadas está o PFAS, conhecido como químico eterno, que pode permanecer no ambiente e no organismo por longos períodos.
Entre as substâncias encontradas com frequência, o composto fludioxonil apareceu em 14% das amostras, com maior incidência em pêssegos e ameixas. A toxicidade desses pesticidas é citada pela pesquisa, incluindo impactos hormonais, neurológicos e reprodutivos, principalmente na infância.
O relatório ressalta lacunas na avaliação dos efeitos de misturas de pesticidas. Para orientar o consumidor, o guia divide os alimentos em duas listas: Clean Fifteen, os 15 itens mais limpos, e Dirty Dozen, os 12 mais contaminados.
Os 15 mais limpos
- Abacaxi
- Milho doce
- Abacates
- Mamão
- Cebolas
- Ervilhas-de-cheiro
- Espargos
- Repolho
- Couve-flor
- Melancia
- Mangas
- Bananas
- Cenouras
- Cogumelos
- Kiwi
Os itens acima apresentaram os menores níveis de resíduos entre os 47 analisados, com quase 60% das amostras sem resíduos detectáveis.
Os 12 menos saudáveis
- Espinafre
- Couve, couve-galega e mostarda
- Morangos
- Uvas
- Nectarinas
- Pêssegos
- Cerejas
- Maçãs
- Amoras
- Peras
- Batatas
- Mirtilos
A lista Dirty Dozen acumulou 203 pesticidas, com 95% das amostras nesses produtos contendo resíduos. Em alguns casos, como a amora-preta, foram encontrados mais de quatro tipos diferentes por amostra; nas batatas, cerca de 90% continham clorprofam, substância proibida na UE por riscos à saúde.
Mesmo com esses números, especialistas reforçam a importância de consumir frutas e verduras. Recomenda-se priorizar orgânicos quando possível, especialmente entre os itens mais contaminados, e higienizar bem os alimentos antes do consumo.
O guia aponta ainda que opções congeladas podem ser alternativas mais acessíveis, mantendo a alimentação equilibrada. A orientação é buscar origem, informar-se e fazer escolhas mais conscientes para reduzir riscos à saúde.
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