A COVID-19 evidenciou o quão pouco sabemos sobre o olfato. Agora, uma equipe de Harvard mapeou esse sentido tão complexo, abrindo caminho para entender neuroplasticidade e recuperação olfativa. O estudo revela organização espacial dos neurônios na cavidade nasal.
Segundo os pesquisadores, os neurônios olfativos não estão distribuídos ao acaso. Eles formam faixas sobrepostas, organizadas por tipo de receptor, que se estendem do topo à base do nariz. A disposição é conservada em diferentes espécies.
Essa organização espelha o mapa do bulbo olfatório no cérebro. Ou seja, a posição de cada neurônio no nariz determina a área cerebral para onde o sinal é enviado. O cérebro, assim, lê odores pela localização das células detectoras.
O achado sugere uma continuidade topográfica entre nariz e cérebro, o que pode explicar mecanismos de percepção olfativa e, principalmente, ampliar a compreensão sobre regeneração do olfato após danos.
Por que isso é relevante? O mapeamento oferece base para pesquisas sobre plasticidade neural e possibilidades de intervenções terapêuticas. Estudos futuros poderão indicar caminhos para recuperação de sentidos afetados.
A pesquisa destaca a importância de entender a organização neural desde o sensor até o processamento cerebral. Em contextos clínicos, o avanço pode orientar abordagens para pacientes com perda de olfato. A divulgação ocorreu por meio de publicação científica internacional.
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