Dois cientistas russos foram condenados por traição em julgamento realizado a portas fechadas, nesta terça-feira (5). Valery Zvegintsev e Vladislav Galkin receberam pena de 12 anos e meio de prisão em uma colônia penal. O caso envolve pesquisas sobre velocidades de voo hipersônicas.
O tribunal ocorreu por segredo de Estado, segundo a mídia oficial. Zvegintsev, de 82 anos, era figura-chave no ITAM, em Novosibirsk, enquanto Galkin, de 71, atuava em uma universidade siberiana e havia coassinado artigos com Zvegintsev.
Contexto do caso aponta para a linha de casos de traição envolvendo cientistas de hipersônicos na Rússia. A defesa sustenta inocência, afirmando que publicações e viagens funcionaram com autorização dos serviços de segurança.
Núcleo das acusações e desdobramentos
A decisão de prisão é parte de uma sequência de julgamentos envolvendo alegações de ameaças ao Estado. O governo afirma que pesquisas hipersônicas são de interesse estratégico e exigem controle rigoroso.
A imprensa estatal destacou que o país busca manter liderança tecnológica nessa área. A Rússia já afirmou que mísseis hipersônicos podem operar a altas velocidades, dificultando defesas aéreas.
Reação e histórico
Os dois cientistas já tinham sido detidos em 2023, segundo o registro oficial. Colegas e especialistas críticos veem o caso como parte de um confronto entre segurança nacional e ciência aberta.
Anteriores sentenças envolvendo Maslov e Shiplyuk, colegas de Zvegintsev, chegaram a 14 e 15 anos em 2024. A imprensa citou saúde debilitada dos condenados como parte de debates sobre o veredito.
Os apoiadores destacam que, ao longo da década, dezenas de casos semelhantes foram abertos, sempre envolvendo pesquisas de alta sensibilidade tecnológica. O Kremlin não comento casos individuais.
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