Richard Dawkins, conhecido pela militância contra a religião, afirmou ter conversado por três dias com Claude, o modelo de IA da Anthropic. Em texto publicado na UnHerd, ele relata que a interação o levou a crer que o algoritmo é consciente.
Dawkins criou a persona “Claudia” para a interlocutora e disse, em tom de verificação, que a máquina estaria consciente. Em uma passagem, Claude reagiu a um trecho de romance enviado pelo biólogo, afirmando que ele está consciente.
O episódio ocorreu quando Dawkins, da Universidade de Oxford, envolveu-se com o Claude, descrito como modelo de fronteira da Anthropic. Ele passou a despedir-se do algoritmo antes de dormir, segundo o relato.
Contexto científico e debates em IA
Especialistas lembram que existir consciência implica experiência subjetiva, algo que vai além de descrições ou respostas elaboradas por máquinas. A diferença entre inteligência (saber) e consciência (sentir) é central no debate.
Publicações recentes discutem se sistemas de IA podem simular pensamento sem possuí-lo. A comunidade científica aponta que algoritmos manipulam símbolos sem uma mente própria, o que reforça a distinção entre simulação e vivência.
Entre na conversa da comunidade