Oito casos de hantavírus em cruzeiro no Atlântico, com suspeita de transmissão inter-humana a bordo do Hondius, que permanece próximo a Cabo Verde. A OMS confirmou dois casos confirmados e outros cinco em investigação, entre cerca de 150 pessoas a bordo. A infecção, segundo o período de incubação, provavelmente ocorreu fora do navio.
Três passageiros morreram: um casal holandês e um alemão. Uma pessoa apresenta quadro respiratório grave, enquanto outras três tiveram sintomas leves. As demais já haviam sido evacuadas ou apresentam quadros menos graves, segundo a OMS.
O Hondius partiu da Argentina em março e está retido em águas internacionais, com forte isolamento sanitário a bordo. Cabo Verde, por precaução, solicitou que a embarcação não desembarque até nova avaliação epidemiológica.
Mudança de cenário na investigação
Maria Van Kerkhove, diretora interina da OMS para prevenção e preparo, afirmou que, devido ao tempo de incubação, é provável que a infecção tenha ocorrido fora do navio e que pode haver transmissão entre pessoas de contato próximo. Uma terceira pessoa a bordo passou a apresentar febre alta, elevando para três o total de passageiros com sintomas.
A OMS informou ainda que busca localizar passageiros de um voo comercial que transportou uma turista holandesa infectada. A mulher, evacuada do navio para Santa Helena, seguiu para Joanesburgo, onde morreu. A suspeita de hantavírus é confirmação oficial na segunda-feira.
Cronologia de incidentes
O primeiro passageiro holandês morreu em 11 de abril, durante a travessia no Atlântico Sul. O corpo foi desembarcado em Santa Helena em 24 de abril, junto à esposa, que também adoeceu. Em 27 de abril, um britânico ficou gravemente doente e foi para a África do Sul, onde permanece em ICU, estável, mas crítico. Um segundo passageiro alemão morreu em 2 de maio, com a causa ainda sob investigação.
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