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Cepa do hantavírus nos Andes circula na Argentina há anos, dizem especialistas

Vírus Andes, hantavírus com transmissão entre humanos, circula na Argentina há anos; no cruzeiro, cinco casos confirmados e três sob suspeita

As condições do local e a rapidez do atendimento médico influenciam na gravidade dos casos
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Entre os hantavírus, o vírus Andes é o que apresenta transmissão entre pessoas e está ligado a um surto a bordo de um cruzeiro na Argentina. A Organização Mundial da Saúde confirmou cinco casos confirmados e três suspeitos entre passageiros e tripulação.

Especialistas destacam que não há vacina nem tratamento específico para o hantavírus, o que torna o atendimento rápido crucial. O vírus Andes é considerado mais agressivo entre as cepas conhecidas.

A transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis de fezes, urina ou saliva de roedores infectados. Estudos argentinos desde os anos 90 investigam também a possibilidade de contágio entre pessoas.

Situação no cruzeiro MV Hondius

O surto a bordo do MV Hondius envolve passageiros provenientes da Argentina. A tripulação e os passageiros estão sendo monitorados, com atendimento médico intensificado para casos suspeitos. A confirmação oficial partiu de autoridades de saúde.

A condição de cada paciente varia conforme a idade, comorbidades e a rapidez do atendimento. A mortalidade associada ao hantavírus Andes é maior quando o atendimento é atrasado ou não há suporte adequado.

Contexto regional e fatores de risco

O vírus Andes circula no sul da Argentina e no Chile, com maior incidência em áreas de habitat de roedores. Condições ambientais que favorecem esses animais podem elevar o risco de infecção em atividades turísticas ou recreativas.

Especialistas ressaltam a importância de identificar o local de exposição dos primeiros casos no navio para entender o foco de transmissão. A Terra do Fogo não registra casos desde 1996, mas o surto no cruzeiro levanta vigilância na região patagônica.

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