O coiote visto nadando até a ilha de Alcatraz, na Baía de San Francisco, teve sua origem redefinida por exames de DNA. Pesquisadores indicam que o animal percorreu uma distância maior do que se pensava, reforçando a capacidade de natação de coiotes.
Em janeiro, o animal foi registrado chegando à ilha, onde a antiga prisão federal fica hoje desativada. A hipótese inicial apontava para uma travessia a partir de São Francisco, a cerca de 1,6 km, porém os novos resultados deslocam a origem para mais longe.
Novo rastro genético
Exames de DNA realizados pela Universidade da Califórnia revelaram que o coiote pertence à população da Ilha Angel, a aproximadamente 3,2 km de Alcatraz. A confirmação veio após análise de pegadas e fezes coletadas no local.
Autoridades do Serviço Nacional de Parques reforçam que a descoberta mostra uma travessia mais extensa do que a prevista, surpreendendo ecologistas e biólogos. A equipe descreveu o feito como extraordinário, dadas as condições da água.
Impacto ambiental e próximos passos
Especialistas avaliam o potencial impacto do coiote no ecossistema da ilha, ponto de abrigo para aves marinhas. A possibilidade de realocação não é descartada caso haja risco de desequilíbrio, já que não há registro atual do animal na ilha.
A Ilha Angel abriga coiotes há muito tempo, o que complica a interpretação de trajetos individuais. A Administração de Parques não confirmou se haverá ações adicionais neste caso específico.
Contexto histórico
Alcatraz ganhou notoriedade como prisão operando entre 1930 e 1963, estabelecimento reconhecido por fugas difíceis. A fortaleza tornou-se parque nacional em anos posteriores e, desde então, é objeto de estudos sobre fauna e ecologia marinha.
As descobertas sobre o coiote foram divulgadas pela AP, com base em informações oficiais do Serviço Nacional de Parques. A agência não confirmou novas observações do animal desde o registro inicial.
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