O diagnóstico do surto de hantavirose em um cruzeiro de luxo foi vinculado pela OMS à cepa Andes, variante conhecida por potencialmente transmitir entre pessoas. O anúncio ocorreu nesta semana, envolvendo autoridades de saúde internacionais e nacionais.
A variante andina é associada principalmente à região sul da América do Sul, especialmente Argentina e Chile. Especialistas ressaltam que a transmissão entre humanos é uma exceção na história do hantavírus, geralmente relacionado a contato com roedores e seus excrementos.
O hantavírus pertence a uma família de vírus que pode causar duas doenças, com foco maior na síndrome pulmonar, que tem alta letalidade. A síndrome pulmonar por hantavírus costuma aparecer em adultos, com início parecido ao da gripe, mas evolui para problemas respiratórios graves.
Sintomas costumam iniciar de 1 a 8 semanas após exposição, com fadiga e febre; em seguida surgem tosse, falta de ar e acúmulo de líquido nos pulmões. O diagnóstico precoce é desafiador, o que pode atrasar tratamentos específicos.
Não há terapias específicas para hantavírus; o manejo é de suporte, incluindo repouso, hidratação e, se necessário, suporte ventilatório. A prevenção foca na eliminação de roedores e na prevenção de aerossolização de fezes.
Cepa Andes: transmissão entre humanos e dados da investigação
A transmissão entre pessoas é descrita como incomum e depende de contato próximo e prolongado. A origem do surto em cruzeiro sugere medidas de mitigação adicionais para ambientes fechados com grande fluxo de pessoas.
A OMS e autoridades de saúde enfatizam a necessidade de vigilância contínua e confirmação laboratorial de casos. Não há indicação de disseminação comunitária ampla até o momento.
Fontes: Reuters.
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