A pesquisa publicada na revista Astronomy & Astrophysics aponta que Fobos, a maior das luas de Marte, pode se desintegrar antes do que se cogitava. O estudo sugere a formação de estruturas semelhantes a anéis ao redor do planeta. O desfecho dependeria da organização interna da lua.
Segundo a análise, a órbita de Fobos está se aproximando de Marte e a força gravitacional cresce com o tempo. A distância atual é de cerca de 9.400 quilômetros do centro marciano, dentro do Limite de Roche, onde desestabilizações são prováveis.
A estrutura interna de Fobos é central para o ritmo da possível desintegração. Se a lua for composta por uma pilha de fragmentos mantidos pela gravidade, o colapso pode ocorrer mais cedo, em uma escala de milhões de anos.
Especialistas destacam que, caso ocorra, fragmentos podem se transformar em anéis temporários antes de eventuais reagrupamentos. A existência de um ciclo de formação de anéis não é inédita em sistemas do Sistema Solar.
A previsão de desintegração completa aponta para cerca de 94 milhões de anos, segundo o estudo, dependendo da configuração interna de Fobos. O cenário mantém o tema sob análise científica contínua.
A missão MMX, da Agência Espacial Japonesa, pode trazer respostas mais definitivas. O objetivo é coletar amostras de Fobos e analisá-las na Terra para entender origem, composição e destino da lua.
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