O monitoramento de oceanos aponta sinais de um El Niño anular no Pacífico, fenômeno marcado por um anel de águas quentes ao redor de uma área central mais fria. Entre Copernicus e NOAA, a leitura indica reorganização incomum do sistema climático.
As projeções indicam aquecimento na região central do oceano chegando a +3,2°C até o fim de 2026, situando o evento entre os três mais intensos dos últimos 150 anos e entrando na categoria de Super El Niño.
Essa configuração tende a provocar impactos globais severos: secas na Indonésia e na Austrália, e tempestades mais frequentes nas Américas. No Brasil, observa-se calor intenso, risco de queimadas na Amazônia e no Nordeste, e volumes de chuva elevados no Sul.
Para o Rio Grande do Sul, o alerta é crítico pela proximidade com a tragédia de 2024. Mesmo sem repetir o desastre, a intensidade prevista para 2026 eleva o risco de enchentes, ciclones e cheias de rios, com pico de impacto no último trimestre.
Antecipação e vigilância
O Sul se prepara para monitorar sistemas de drenagem e proteção urbana durante o inverno, quando o fenômeno tende a ganhar força. Autoridades destacam a necessidade de planejamento de curto prazo para reduzir danos.
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