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Quatro alimentos apontados pela ciência para prevenir o Alzheimer

Estudos associam dieta MIND e consumo de ovos, uvas, morangos e peixe a menor risco de Alzheimer, ressaltando o papel da alimentação e do estilo de vida

ALZHEIMER: Em todo o mundo, estima-se que 50 milhões tenham a doença, com previsão para quase triplicar, atingindo 153 milhões até 2050, devido ao envelhecimento da população
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O Alzheimer continua cercado de incertezas, mas a ciência aponta que o estilo de vida importa. Estudos sugerem que hábitos alimentares podem reduzir o risco de declínio cognitivo ao longo dos anos, mesmo sem uma cura conhecida.

Padrões alimentares como a dieta MIND, que combina elementos da mediterrânea e DASH, vêm ganhando destaque. Pesquisas recentes identificam itens específicos que podem proteger as funções cerebrais.

Ovos

Estudo publicado no Journal of Nutrition, da Sociedade Americana de Nutrição, ligou alto consumo de ovos a menor incidência de Alzheimer. Consumidores de cinco ou mais ovos por semana tiveram risco até 27% inferior. Quem não consome ovos teve risco 22% maior.

Entre 1 a 3 vezes por mês, o risco foi 17% menor; 1 vez por semana, 17% menor; 2 a 4 vezes por semana, 27% menor. A coorte envolveu quase 39,5 mil Adventistas do Sétimo Dia nos EUA, com média de 15,3 anos de acompanhamento.

Uvas e morango

Em estudo com mais de 1,1 mil adultos com mais de 50 anos, na China, o consumo de 100 a 200 g de uva por dia associou‑se a menor risco de declínio cognitivo, principalmente entre quem ainda não tinha alterações mentais.

Fruitas vermelhas também aparecem como protetoras. Antocianinas presentes em morango e mirtilo ajudam a combater inflamação e estresse oxidativo, ligados ao envelhecimento cerebral. O resveratrol, presente nas uvas, é outro composto relevante.

Peixes

Em idosos franceses, a ingestão regular de peixe foi associada a menor carga de alterações vasculares no cérebro, detectadas por MRI. Quem come peixe duas a três vezes ou quatro vezes ou mais por semana mostrou menos danos cerebrais.

O benefício foi mais evidente entre jovens de 65 a 69 anos, sugerindo efeito preventivo precoce. Os ácidos graxos ômega‑3, presentes no peixe, ajudam a reduzir inflamação e a manter a saúde dos vasos sanguíneos, o que favorece o funcionamento cerebral.

Essas associações indicam que manter um plano alimentar equilibrado, aliado a atividade física e estímulo cognitivo, pode contribuir para a saúde cerebral ao longo do tempo.

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