A Suíça confirmou um caso de hantavírus ligado ao surto originado em um cruzeiro internacional. Amostras analisadas em Genebra identificaram a cepa andina rara, reforçando a importância do diagnóstico rápido para o rastreamento de infecções emergentes.
A médica Pauline Vetter, dos HUG, informou que o laboratório de virologia recebeu material de um paciente hospitalizado em Zurique no início desta semana. O pedido partiu do Hospital Universitário de Zurique (USZ), onde o paciente está recebendo atendimento.
A análise revelou a presença do hantavírus e confirmou a cepa específica envolvida. O paciente, um dos passageiros do navio que liderou o surto, segue hospitalizado em Zurique, sem risco para a população em geral, segundo as autoridades.
Essa confirmação liga o caso suíço a um surto mais amplo ligado ao cruzeiro, já registrado em diversos países. A Organização Mundial da Saúde informou que todos os casos conhecidos até o momento estão associados à embarcação.
Outra paciente na África do Sul permanece em terapia intensiva, apresentando melhora gradual, segundo a OMS. Além disso, três casos foram transferidos por via aérea para tratamento na Holanda.
Autoridades de saúde apontaram que a cepa dos Andes foi identificada em pelo menos dois casos confirmados, incluindo o suíço e o paciente sul-africano, aumentando a preocupação com uma variante rara associada à América do Sul.
O monitoramento de contatos continua em vários países, com medidas de contenção e vigilância em vigor para acompanhar a disseminação da doença.
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