A NASA informou que a missão simulada em Marte atingiu 200 dias de duração nesta segunda-feira, 7 de maio. Quatro membros da equipe vivem no habitat do CHAPEA, em um ciclo de 378 dias que imita a presença humana no Planeta Vermelho. O período atual coincide com uma janela de comunicação de duas semanas, simulando o apagão entre Marte e a Terra quando o Sol fica entre os dois.
Durante o apagão, a tripulação opera sem contato com o controle de missão, seguindo procedimentos pré-estabelecidos e recursos disponíveis para cumprir tarefas e resolver problemas. O objetivo é avaliar como a equipe reage a falhas de comunicação e ao isolamento.
A tripulação é liderada por Ross Elder, com Ellen Ellis como médica, Matthew Montgomery como cientista e James Spicer como engenheiro de bordo. Eles entraram no habitat impresso em 3D no Centro Espacial Johnson, em Houston, no dia 19 de outubro do ano passado e devem deixar o local em cerca de seis meses, em 31 de outubro.
Entre as atividades realizadas, a equipe já executou operações com robôs, manteve o habitat e cultivou plantas dentro do espaço de aproximadamente 1,7 mil pés quadrados. Ressaltam ainda as limitações impostas por recursos reduzidos, comunicações intermitentes e falhas simuladas de equipamentos.
A pesquisa visa coletar dados sobre desempenho cognitivo e físico durante longos períodos de isolamento. Os cientistas acompanham como a equipe se adapta, gerencia o estresse e mantém a produtividade, informações que ajudam no planejamento de futuras missões de longa duração.
Objetivo e impacto da CHAPEA
Segundo a NASA, as lições operacionais e os dados de saúde e desempenho obtidos contribuem para o desenvolvimento de habitats, sistemas de suporte e planejamento de missões para a exploração humana da Lua e de Marte. Sara Whiting destaca a relevância de missões de duração estendida para orientar a presença humana em ambientes distantes.
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