O que aconteceu nesta quinta-feira a bordo da Estação Espacial Internacional foi marcado por avanços em terapias inspiradas no DNA, cultivo de plantas em ambiente de microgravidade e manutenção de equipamentos de pesquisa. A tripulação da Expedição 74 executou uma agenda intensa e variada.
Jessica Meir, engenheira de voo da Nasa, atuou no módulo Harmony em uma investigação de biotecnologia que observa materiais microencapsulados semelhantes ao DNA. Ela utilizou um espectrofotômetro para analisar a formação de estruturas estáveis, com os dados sendo transferidos para análise médica remota.
Sophie Adenot, engenheira da ESA, regou plantas de alface no Veggie, no laboratório Columbus, para entender a nutrição em microgravidade. No final, Adenot teve a pressão ocular medida por Meir, que utilizou tonômetro para monitorar possíveis impactos visuais de missões espaciais.
Continuidade de atividades técnicas
Jack Hathaway iniciou o turno no módulo Destiny, mantendo o CAL, o equipamento de pesquisa quântica que opera a temperaturas próximas do zero absoluto. O objetivo é observar funções de onda atômicas, relatividade geral e matéria escura.
Chris Williams manteve-se no módulo Kibo, removendo hardware de pesquisa para embarque em nave espacial de carga SpaceX Dragon programada para a próxima semana. Posteriormente, reorganizou cargas na nave Cygnus XL e retirou o colete Bio-Monitor usado por dois dias.
Sergey Kud-Sverchkov e Sergei Mikaev, da Roscosmos, iniciaram o turno com sensores acústicos para entender o impacto da microgravidade no sistema respiratório. A dupla passou o dia descarregando carga da Progress 95, reforçando as operações de abastecimento da estação.
Andrey Fedyaev, também da Roscosmos, seguiu trocando hoses, conectores e válvulas do sistema de desumidificação da Zvezda, para manter a qualidade do ar na ISS. A rotina de substituições é parte da manutenção contínua de infraestrutura.
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