A bainha de espada de ouro, com cerca de 1.500 anos, foi encontrada durante uma caminhada na colina de Riaren, no sudoeste da Noruega. O achado ocorreu sob uma árvore derrubada por tempestade, quando um curiosos cavou a terra com um graveto. A peça é ricamente decorada e gera pistas sobre a elite guerreira do século 6.
Especialistas do Museu Arqueológico da Universidade de Stavanger avaliariam o objeto, que pertence ao período das Migrações. A bainha pertence a um líder regional e revela que a arma era também símbolo de poder, não apenas instrumento militar. A peça mede cerca de 6 cm de largura, menos de 2,5 cm de altura e pesa cerca de 32 g.
A avaliação aponta que o item pode ter sido usado pelo chefe que governava a região de Hove, na costa oeste. O ouro, os motivos ornamentais e a presença de filigrana indicam função pública de demonstração de autoridade, riqueza e prestígio militar. Motivos de animais e figuras híbridas aparecem de forma simétrica na superfície.
A localização do achado foi determinante. A bainha foi posicionada em uma fenda na rocha, possivelmente como parte de um ritual religioso. A hipótese mais aceita sugere sacrifícios durante tempos de crise, entre fins do século 4 e início do 6, período marcado por dificuldades econômicas e instabilidade climática na Escandinávia.
Estudos sugerem que o local já era conhecido por vestígios de poder. Outros achados próximos incluem um colar de prata com ouro e um caldeirão romano de bronze, reforçando a ideia de Hove como centro regional de poder. A direção do museu planeja expor a bainha no futuro para ampliar o entendimento da elite da época.
A diretora do museu, Kristin Armstrong-Oma, afirmou que a descoberta oferece uma oportunidade rara de aprofundar o conhecimento sobre a elite de Hove durante as Migrações. A equipe pretende analisar detalhadamente a ornamentação e buscar novas pistas sobre os grupos que governavam a região há 1.500 anos.
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