A Moderna informou que está pesquisando vacinas contra o hantavírus, em parceria com o Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército dos EUA e com o Centro de Inovação de Vacinas da Faculdade de Medicina da Universidade da Coreia. A iniciativa envolve estudos iniciais ainda em andamento e ocorreu antes do surto registrado a bordo do navio Hondius.
Conforme comunicado da empresa, os trabalhos visam desenvolver contramedidas contra doenças infecciosas emergentes, ampliando o leque de opções além da vacina contra a covid-19 para pandemias futuras. A Moderna também participa de pesquisas sobre uma vacina de gripe aviária em estágio clínico final, com apoio da CEPI.
A Organização Mundial da Saúde confirmou pelo menos seis pessoas com hantavírus e dois casos ainda como suspeitos, além de três natilidades mortas entre os passageiros. Especialistas públicos afirmam que o risco de o patógeno ganhar relevância num navio de cruzeiro é limitado, mas monitoram o desdobramento.
Na prática, a Moderna mantém o foco em tecnologia de mRNA, que, segundo a empresa, permitiria respostas rápidas em eventuais pandemias ao comparar com tecnologias mais antigas. A empresa acrescenta que a pesquisa sobre hantavírus busca ampliar o arsenal de vacinas para emergências sanitárias.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA suspendeu, no ano anterior, financiamentos da Moderna para vacinas contra gripe aviária e outras doenças. A gestão pública citou prioridades orçamentárias ao revisar programas de apoio a pesquisas.
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