A Grande Pirâmide de Gizé voltou a gerar interesse global após uma descoberta realizada por cientistas: um corredor secreto de nove metros, totalmente selado, preservado por cerca de 4.500 anos. A localização foi revelada por meio de técnicas de muografia em solo egípcio, que mapeiam o interior da pirâmide sem abrir seus blocos.
A muografia utiliza múons, partículas subatômicas geradas pela interação de raios cósmicos com a atmosfera. Detectores instalados na base do monumento registram variações de densidade na rocha, permitindo identificar compartimentos ocultos sem intervenção física no monumento.
Funcionamento e características
O corredor tem nove metros de comprimento e teto com formato em chevron, mecanismo que distribuía o peso das camadas superiores. Sua posição fica acima da entrada externa original, sem sinais de incursões humanas, segundo as medições do estudo.
As análises apontam ainda uso de calcário fino nas estruturas internas. Entre os dados divulgados, constam: comprimento total de 9 metros, largura interna de 2,1 metros, estado de conservação total e método de detecção por muografia cósmica avançada.
Repercussões históricas e preservação
O achado alimenta debates sobre as funções rituais do espaço e deve levar historiadores a revisar teorias sobre o faraó Quéops. O governo do Egito mantém protocolos de preservação rígidos no local, com imagens adquiridas por sondas endoscópicas sem perfuração da rocha.
Próximos passos da pesquisa
Pesquisadores planejam instalar detectores mais sensíveis para localizar o fim do túnel. Além disso, equipes internacionais empregam termografia infravermelha para analisar variações térmicas nas paredes externas. O objetivo é aprimorar modelos tridimensionais do interior.
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