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Antes do ChatGPT, programa dos anos 1960 simulava conversas humanas

ELIZA, criado em 1966 no MIT, simulou diálogos com regras simples e antecipa debates atuais sobre IA e empatia com máquinas

Criado em 1966, o ELIZA foi um dos primeiros programas capazes de simular conversas humanas (Thinkstock)
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ELIZA, programa criado na década de 1960, antecipa debates atuais sobre IA ao simular diálogos com usuários. Desenvolvido pelo cientista Joseph Weizenbaum no MIT, o software mostrou que máquinas podem interagir de forma convincente com pessoas, mesmo sem compreender o conteúdo.

Lançado em 1966, ELIZA foi criado para demonstrar como a comunicação humano-máquina poderia ocorrer por meio de regras simples. O sistema analisava palavras e estruturas, respondendo com padrões pré-programados, valorizando perguntas abertas que pareciam naturais.

O que levou à fama do ELIZA foi a sensação de que a máquina compreendia o usuário. Embora não tivesse emoções nem entendimento real, a interação surtiu efeitos emocionais em muitos testers, abrindo debates sobre empatia em IA ainda hoje.

ELIZA: como funcionava na prática

O modelo mais conhecido simulava um psicoterapeuta. Ao invés de respostas complexas, reformulava frases e fazia perguntas ao usuário. Situações como “Estou me sentindo cansado” recebiam repostas como “Por que você está se sentindo cansado?”.

A limitação técnica era clara: o programa não entendia contexto, intenção ou sentimento. Limitava-se a reconhecer palavras-chave e aplicar estruturas prontas de resposta, ainda assim gerando interação que parecia natural para muitos.

A repercussão do ELIZA ganhou corpo na percepção pública de que humanos poderiam se conectar emocionalmente com máquinas. Weizenbaum ficou surpreso com esse efeito e manifestou preocupação sobre a atribuição de empatia ao software.

Do passado remoto ao auge da IA

Décadas depois, as discussões retomam-se com ferramentas como o ChatGPT. Enquanto ELIZA usava regras fixas, as tecnologias modernas trabalham com modelos de linguagem treinados em grandes volumes de dados, gerando respostas inéditas e contextuais.

A diferença central está no uso de aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural avançado e redes neurais. Esses recursos permitem adaptar o tom, interpretar contextos complexos e sustentar diálogos mais sofisticados.

Mesmo quase 60 anos após seu lançamento, ELIZA é lembrado como marco da história da IA. O programa ajudou a abrir caminhos para pesquisas em linguagem natural e interação homem-m máquina, áreas centrais no desenvolvimento atual.

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