O Brasil alcançou um recorde histórico de doadores de órgãos, segundo a ABTO. Em 2025, 4.335 pessoas realizaram pelo menos uma doação de órgão, resultando em 20,3 doadores por milhão de habitantes. Os dados vêm do Registro Brasileiro de Transplantes.
Entre os órgãos, o rim continua como o mais transplantado, com 6.697 procedimentos e alta de 5,9% frente a 2024. O fígado também registrou crescimento, totalizando 2.573 transplantes, aumento de 4,8%. Já os órgãos torácicos apresentaram queda.
A principal origem de órgãos continua sendo doadores falecidos. Esse grupo mostrou crescimento de 8,1% para rim e 5,7% para fígado. Transplantes intervivos passaram a cair, com quedas de 7,2% no rim e 9,6% no fígado.
Desempenho por órgão
Apesar dos avanços, o Brasil tem uma base de doações menor do que o tamanho populacional sugere. Segundo a IRODaT, o país ocupa a 25ª posição global em doadores efetivos.
Desafios no processo de doação
A recusa familiar segue como obstáculo, pois a doação depende da autorização da família após diagnóstico de morte encefálica. A comunicação entre profissionais de saúde e familiares é apontada como fator-chave para melhorar a aceitação.
Disparidade regional
A distribuição de doações varia significativamente entre regiões. Sul atingiu 34,8 doadores pmp, Norte ficou em 8,5 pmp. Santa Catarina lidera com 42,8 pmp, Paraná aparece com 38,9 pmp.
Contexto institucional
Especialistas ressaltam que a heterogeneidade regional reflete diferentes estruturas locais de transplante. O Sistema Nacional de Transplantes oferece ferramentas para ampliar a doação, mas a adoção varia conforme gestão estadual.
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