O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, segue para Tenerife, na Espanha, para coordenar a evacuação do cruzeiro MV Hondius. O navio enfrenta um surto de hantavírus, com seis casos confirmados, oito suspeitos e três mortes.
O incidente ocorre em meio a uma operação de saída de tripulantes e passageiros, que deve ocorrer assim que o navio chegar às proximidades da ilha. A evacuação visa organizar a triagem médica e o afastamento de possíveis infectados.
Tedros afirmou, por meio de mensagem publicada neste sábado, que o hantavírus representa risco baixo para a saúde pública no momento. Segundo ele, a situação não é uma pandemia e os esforços globais continuam voltados ao monitoramento.
Contexto recente e histórico
O episódio relembra, contudo, debates sobre a atuação da OMS no início da pandemia de Covid-19. Em reunião com o governo chinês, Tedros foi visto como elogiando ações de Pequim que teriam ganhado tempo para outros países, gerando críticas posteriores.
O MV Hondius deve alcançar a costa de Tenerife na madrugada de domingo, por volta de 1h (horário de Brasília). O navio abriga aproximadamente 150 pessoas entre passageiros e tripulantes e passa por triagem médica ao desembarcar.
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