Num laboratório da IBM, dentro do campus do MIT em Cambridge, Massachusetts, pesquisadores explicam a nova era da computação quântica. O foco é transformar teoria em prática, com aplicações científicas e industriais.
A IBM já opera sete computadores quânticos, combinando QPUs com CPUs e GPUs. O modelo mais recente, o Nighthawk, tem 120 qubits e está disponível para clientes via IBM Quantum Platform. A ideia é ampliar o uso comercial até 2029.
No dia 29 de abril, a IBM renomeou o laboratório de MIT-IBM Watson AI Lab para MIT-IBM Computing Research Lab, sinalizando expansão para IA e computação quântica, com foco em modelos híbridos de IA e quantum.
Progresso atual e impacto
A parceria entre IBM e a Cleveland Clinic já rendeu aplicações na simulação de proteínas com até 12.635 átomos, ampliando perspectivas na farmacologia e no desenho de medicamentos.
Em 6 de maio, a parceria com a australiana Q-CTRL divulgou uma marca histórica: uma simulação de materiais relevantes para energia, rodando a 120 qubits, foi 3.000 vezes mais rápida que a melhor solução clássica. Os resultados envolvem supercondutores a temperatura ambiente.
A comorbada corrida tecnológica envolve o conceito de Quantum Advantage, ou vantagem quântica prática. A IBM prevê demonstrar esse patamar de forma verificável até o fim de 2026, segundo seu roadmap.
Rumos para a próxima década
O próximo marco é o processador modular Kookaburra, ainda em 2026, seguido pelo Starling, um computador tolerante a falhas em grande escala, com 10.000 qubits físicos. O objetivo é chegar a 100 milhões de operações quânticas em 200 qubits lógicos, até 2029.
Conforme a IBM avança, concorrentes como Google, Microsoft e grandes players chineses tentam escala e confiabilidade. A meta é tornar o uso de computadores quânticos comum para empresas e consumidores, de forma integrada ao ecossistema tecnológico.
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