Um fóssil de 240 milhões de anos foi encontrado dentro de um muro de contenção de um jardim na Austrália. Trata-se do anfíbio Arenaerpeton supinatus, cuja descoberta revela um esqueleto quase intacto, com vestígios de pele. O achado foi feito na década de 1990 por um criador de galinhas aposentado e entregue a pesquisadores. A preservação foi publicada em 2023 pelo UNSW e pelo Museu Australiano.
Segundo a equipe, trata-se de um predador fluvial com cerca de 1,2 metro de comprimento, um porte incomum para o grupo temnospôndilos. A descoberta é considerada uma das mais relevantes do patrimônio fossilífero australiano nas últimas três décadas.
Arenaerpeton supinatus
O nome significa “trepador de areia” e o animal lembrava a salamandra gigante da China em formato de cabeça. O animal era mais robusto que os seus descendentes vivos, possuía dentes afiados e presas notáveis na boca superior, indicando alimentação de peixes.
Os cientistas destacam que a presença de dentes nodosos reforça esse perfil. A relação com outras espécies é incerta, já que há poucas evidências sobre coabitação com outros animais daquela época. O tamanho do fóssil, 1,2 m, é considerado excepcional para o grupo.
Implicações para a história evolutiva
Estudos mostram que os temnospôndilos ocuparam a Austrália por cerca de 120 milhões de anos. A equipe sugere que o aumento do tamanho corporal pode ter contribuído para a sobrevivência de Arenaerpeton supinatus diante de dois grandes eventos de extinção em massa.
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