Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Neurociência explica por que adolescentes passam horas falando com amigos

Estudo de Stanford mostra que, na infância, voz da mãe ativa regiões de recompensa; na adolescência, vozes não familiares ganham maior relevância neural

Estudo da Universidade de Stanford compara como o cérebro das crianças e dos jovens reage às vozes das mães e de desconhecidos.
0:00
Carregando...
0:00

O estudo da Universidade de Stanford investigou como a voz da mãe afeta a atividade cerebral de crianças e adolescentes. Participaram crianças de 7 a 16 anos, que ouviram gravações curtas da voz materna e de pessoas desconhecidas enquanto tinham a atividade cerebral medida. O conteúdo falado era irrelevante para o experimento.

Antes de analisar as reações, os pesquisadores verificaram a capacidade de reconhecimento de voz. Houve acerto de 97,7% entre todos os participantes, sem diferença entre crianças e adolescentes. A voz da mãe permaneceu claramente reconhecível ao longo de todo o desenvolvimento.

O que mudou na resposta cerebral

Em crianças mais novas, a voz da mãe ativou com mais intensidade áreas ligadas à recompensa e ao valor social. Na adolescência, ocorre o efeito inverso: vozes não familiares geram maior atividade nessas mesmas regiões, como o núcleo accumbens e o córtex pré-frontal. A leitura envolve significado e atenção.

Essa variação não deve ser interpretada como explicação direta para o distanciamento entre pais e filhos. O estudo mede apenas a resposta neural a estímulos simples em ambiente controlado, não comportamento ou vínculos afetivos.

Os resultados sugerem uma reorientação social durante a adolescência, com o foco do cérebro se abrindo para o mundo externo. A mudança não ocorre apenas pelo objeto de interesse, mas pela forma de processar o ambiente social.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais