Desde o fechamento do Marineland Antibes, em janeiro de 2025, Wikie, 25 anos, e seu filho Keijo, 13, permanecem em tanques do parque, sem apresentações. As duas orcas nasceram em cativeiro e não conheceram o oceano.
O parque encerrou 55 anos de atividades após pressão de ativistas e mudanças na legislação francesa. Hoje, o Marineland mantém cerca de 40 funcionários dedicados às orcas e a outros 12 golfinhos, com custos anuais na casa dos milhões de euros.
A decisão sobre o destino dos animais ocorre em meio a debates técnicos, legais e éticos. A estrutura dos tanques é apontada como um risco de deterioração, elevando a urgência de definido um caminho seguro para Wikie e Keijo.
Destino incerto para as orcas
Uma opção é transferir Wikie e Keijo para outro parque marinho, com o destino mais provável sendo o Loro Parque, nas Ilhas Canárias, que já abriga outras orcas. Defensores dizem que o ambiente permaneceria semelhante ao anterior, com supervisão constante.
Outra alternativa discutida é um santuário marítimo no Canadá. A proposta prevê uma baía na Nova Escócia cercada por redes, onde as orcas viveriam em água de mar com alimentação e atendimento veterinário, sem apresentações públicas.
Essa última opção recebe apoio de grupos de proteção animal, mas ainda enfrenta resistência de parte da sociedade e da comunidade científica, que questionam a adaptação dos animais a um ambiente mais natural. O santuário ainda não está pronto.
A resposta do governo
Organizações de defesa animal acusam o governo francês de demorar a decidir. Em resposta, autoridades afirmam que não existe solução perfeita e que não há um “santuário mágico”. A ideia de enviar as orcas ao Japão foi rejeitada por questões de bem-estar.
A Espanha também impôs entraves temporários a uma possível transferência, segundo informações oficiais. Enquanto o impasse continua, Wikie e Keijo permanecem no Marineland, sem atividades públicas.
O caso ressalta o dilema de países que, ao banir o cativeiro, precisam planejar o destino de animais que viveram décadas em tanques. Diferentes caminhos continuam em avaliação, sem consenso claro até o momento.
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