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MG registra primeira e única morte por hantavírus no Brasil em 2026

Minas Gerais registra a única morte por hantavírus no Brasil em 2026; caso isolado, relacionado a roedores, sem ligação com o surto no cruzeiro vindo da Argentina

Com 10 cm de rabo e 8 cm de corpo, a espécie de roedor Oligoryzomys longicaudatus (rato-de-cauda-longa) é a responsável pela transmissão da cepa Andes do hantavírus
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Minas Gerais registrou a única morte por hantavírus no Brasil em 2026. O óbito ocorreu em fevereiro, em Carmo do Paranaíba, na Região do Alto Paranaíba, e não está relacionado ao surto no navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

Segundo a SES-MG, o paciente foi um homem de 46 anos com histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. A confirmação foi feita pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

A SES-MG reforça que o caso é isolado e sem relação com outros registros da doença.

Casos no Brasil e vínculo com o surto

Ao todo, o Brasil confirmou sete casos de hantavirose neste ano, sendo dois em Minas Gerais, conforme o Ministério da Saúde com dados atualizados até 27 de abril. Nenhum caso tem ligação com o genótipo Andes, associado ao surto no cruzeiro.

Em 2025, foram 35 casos no país, com 15 óbitos. Em MG, foram seis casos e quatro mortes no período.

Situação do navio Hondius

O cruzeiro MV Hondius, atingido pelo hantavírus, saiu da Argentina no início de abril. Dias depois, houve a morte de um passageiro, com relatos de falhas de transmissão fora do navio. A origem do contágio pode ter ocorrido em Joanesburgo, África do Sul, segundo autoridades.

No domingo, cerca de 150 ocupantes começaram a desembarcar no porto de Granadilla, Tenerife, e a operação de retorno aos seus países de origem deve terminar até segunda-feira.

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