O repatriamento internacional dos passageiros do cruzeiro MV Hondius começou neste domingo, em Tenerife, nas Canárias. A operação envolve quarentena, triagem médica e envio de voos para o retorno aos países de origem, após o surto de hantavírus registrado a bordo.
Equipes médicas desembarcaram no navio para avaliar passageiros e tripulantes. A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, informou que todos estavam assintomáticos na triagem inicial. O navio permaneceu ancorado a distância segura do cais durante a operação.
O Hondius atracou no porto de Granadilla com 147 pessoas a bordo. Os 14 passageiros espanhóis foram os primeiros a desembarcar, com máscaras FFP2, e seguiram para o Hospital Gómez Ulla, em Madri, para quarentena. Novos testes PCR serão realizados durante o isolamento.
Vários países participam da repatriação, incluindo Estados Unidos, Alemanha, França, Bélgica, Irlanda e Holanda. A CNN Internacional reporting diz que 17 passageiros norte-americanos, sem sintomas, serão levados à Unidade Nacional de Quarentena da Universidade de Nebraska, para avaliação.
Desde a partida do navio, no mês passado, já houve três mortes associadas ao hantavírus, transmitido principalmente pela exposição a urina ou fezes de roedores infectados. Outros passageiros já foram evacuados para tratamento médico.
Medidas de proteção
As autoridades espanholas mantêm o navio ancorado fora da área de impacto para reduzir riscos. O desembarque ocorre por nacionalidade e em grupos reduzidos, com profissionais essenciais usando equipamentos de proteção. O objetivo é evitar contato com a população local.
OMS e coordenação internacional
No sábado, o chefe da Organização Mundial da Saúde viajou para as Ilhas Canárias para coordenar a evacuação. Após a retirada, o MV Hondius deve seguir para Rotterdam, na Holanda, onde a tripulação desembarcará e o navio receberá desinfecção. A OMS ressaltou que o risco para a população geral permanece baixo.
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