O filósofo Nick Bostrom apresenta uma análise atuarial sobre IA avançada em seu estudo Optimal Timing for Superintelligence. A hipótese central é que, se uma IA superinteligente alinhada reduzisse a mortalidade de adultos jovens em países desenvolvidos para níveis de saúde de 20 anos, a expectativa de vida restante poderia chegar a cerca de 1.400 anos.
A estimativa parte de uma taxa anual de mortalidade de 0,05% a 0,08% para esse grupo, tomando 0,07% como referência. Ao inverter essa taxa, surge a cifra de aproximadamente 1.400 anos de vida restante sob esse cenário.
O estudo ressalva que o número é conservador, pois não considera possibilidades como mind uploading nem reduções de mortes por acidentes, infecções ou suicídio. Não implica que humanos viveriam exatamente 1.400 anos.
Com base nessa ideia, Bostrom leva ao ponto mais controverso: sem IA superinteligente, a expectativa média de vida seria de 40 anos; com ela, subiria para 1.400 anos. A equação central é (1 – x) × 1.400 > 40, onde x é o risco de extinção causado pela IA.
O raciocínio aponta que o ganho de longevidade, mesmo com riscos, pode tornar o desenvolvimento de superinteligência racional para as pessoas existentes hoje, desde que o risco de extinção permaneça abaixo de 97%. A leitura enfatiza a complexidade de equilibrar benefícios e perigos.
Em termos práticos, Bostrom sustenta que o enorme potencial de longevidade altera o cálculo de risco em favor do avanço tecnológico, sob a perspectiva daqueles que já existem. A matéria foi veiculada pela imprensa especializada após a publicação do estudo.
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