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Fluido quântico desafia a gravidade ao subir pelas paredes de copos

Hélio-4 em 2,17 Kelvin forma fluido sem viscosidade que escala paredes, fenômeno do condensado de Bose‑Einstein, estudado pelo CBPF

(Imagem ilustrativa)Fluido quântico com viscosidade zero que escala superfícies desafiando a gravidade
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O que acontece com o hélio-4 quando é resfriado a -271°C, o Ponto Lambda, e por que ele desafia a gravidade ao subir pelas paredes de copos? Em condições extremas, o fluido entra em um estado quântico de viscosidade zero, formando um condensado de Bose-Einstein que se comporta como uma única onda.

Pesquisadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas estudam fluidos quânticos para entender princípios de supercondutividade e termodinâmica em frios extremos, com foco na compreensão de fenômenos da mecânica quântica em escala macroscópica.

Como o fluido sobe pelas paredes

O fluido cria uma película de apenas alguns átomos de espessura, chamada película de Rollin, que percorre paredes abertas e escorre pelo exterior do recipiente, sem depender de força externa, diferente de líquidos comuns.

Em comparação com a água líquida, o hélio superfluido apresenta viscosidade zero, permitindo que flua por poros atômicos com atrito inexistente, enquanto o comportamento de rotação gera vórtices quânticos.

Dados técnicos relevantes

  • Ponto Lambda: 2,17 Kelvin (-271 °C).
  • Condutividade térmica extremamente alta, superior a muitos metais.
  • Viscosidade: zero, com possibilidade de atravessar pequenas fissuras no vidro.
  • Estrutura física: condensado de Bose-Einstein.

Aplicações práticas

A principal utilidade atual do hélio superfluido está na refrigeração de componentes do Grande Colisor de Hádrons, naSuíça, mantendo ímãs supercondutores estáveis diante de altas correntes. O fluido também resfria sensores de satélites infravermelhos, protegendo lentes sensíveis ao calor.

Essas observações ajudam a avançar a compreensão de fenômenos quânticos em baixíssimas temperaturas, incluindo caminhos para computadores quânticos mais estáveis e sistemas de transmissão de energia com menor perda.

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