O que acontece é a busca por uma vacina de mRNA contra o hantavírus, coordenada pela Moderna em parceria com o Vaccine Innovation Center da Korea University College of Medicine (VIC-K). O trabalho começou em 2023 e progressos preliminares já foram anunciados, mas ainda não há produto pronto. A iniciativa surge após o surto recentemente relatado a bordo do MV Hondius.
O Hondius viajou de Argentina para as Ilhas Canárias, com desembarque em 10 de maio. Pelo menos três pessoas morreram e há vários casos graves entre passageiros e tripulação, segundo relatos de autoridades locais. A pandemia recente expôs a necessidade de pesquisas rápidas em vacinas de plataformas inovadoras, como o mRNA.
Moderna é uma empresa de biotecnologia de Cambridge, EUA, conhecida por desenvolver vacinas de mRNA para o Covid-19. O trabalho conjunto com VIC-K foi formalizado em 2023, como parte da iniciativa mRNA Access, que fornece candidatos pré-clínicos a equipes acadêmicas para doenças emergentes. O acordo envolve o fornecimento de sequência genética do hantavírus pela equipe sul-coreana e o desenvolvimento de mRNA pela Moderna.
Progresso científico
Em pesquisas realizadas, doses experimentais do antígeno foram testadas em modelos animais. Em fevereiro de 2025, a equipe de Park Man-sung, da Seul, informou que as doses experimentais impediram a infecção em camundongos. Os resultados ainda estão na fase pré-clínica, sem início de ensaios em humanos.
Desafios e perspectivas
Especialistas destacam que transformar uma candidata em vacina licenciada envolve etapas regulatórias, financiamento e validação em diversas variações regionais do hantavírus. A Agência Mundial de Saúde insiste que o surto do Hondius não configura epidemia, já que a transmissão ocorre principalmente por contatos próximos.
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