Um estudo sobre os riscos da pirataria digital no Brasil aponta que sites piratas oferecem até cem vezes mais perigos que plataformas legais. Entre os danos possíveis estão downloads indesejados, comprometimento da rede e malware que invade, danifica e rouba dados.
A pesquisa é assinada por Paul A. Watters, da Universidade Macquarie, na Austrália, e foi divulgada pela Motion Picture Association. Foram avaliados 30 sites piratas em sete categorias, comparando resultados com plataformas legais. A média de risco ficou em 29 vezes maior.
Categorias de risco entre plataformas
Sites P2P, como torrent, apresentam até 100x mais risco que os legais, segundo o estudo.
Sites piratas de anime aparecem com até 80x mais risco em comparação com plataformas oficiais.
Sites de golpes exibem até 67x mais risco, conforme a análise.
Sites piratas de streaming chegam a 63x mais risco que os serviços autorizados.
Retransmissão ilegal de IPTV é 35x mais arriscada, aponta o levantamento.
Sites de pirataria esportiva mostram até 26x mais risco em relação aos serviços licenciados.
Assinaturas piratas de IPTV chegam a 10x mais risco que plataformas reconhecidas.
Impactos e contexto no Brasil
O relatório destaca a circulação de dispositivos de streaming ilegais, os ISDs, no mercado brasileiro. Esses equipamentos costumam chegar com malware instalado ou com sistemas inseguros de fábrica, facilitando ataques a redes domésticas.
A finalidade do estudo é orientar políticas públicas e iniciativas privadas para fortalecer a proteção do ambiente digital e valorizar obras originais. O objetivo é reduzir vulnerabilidades associadas ao uso de sites piratas.
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