94 passageiros de um navio atingido por hantavírus desembarcaram em Tenerife, Ilhas Canárias, após 29 dias em alto-mar. Eles seguem para seus países de origem em voos diretos. Outros 52 ocupantes do MV Hondius devem deixar o navio nesta segunda-feira.
A operação, realizada no porto de Granadilla de Abona, mobilizou autoridades espanholas. A ministra da Saúde, Mónica García, destacou que a retirada ocorreu com normalidade e segurança, e que todos estavam assintomáticos no momento da desinfecção e monitoramento.
Os 94 passageiros partiram do aeroporto de Tenerife Sul. Um passageiro francês que seguia para Paris apresentou sintomas horas depois. Destinos incluíram Países Baixos, Canadá, Reino Unido, Turquia e Irlanda; britânicos desembarcaram em Manchester para cumprir quarentena de até 72 horas.
A retirada começou às 6h30. Um assessor do Ministério da Saúde embarcou para avaliar a situação, e, às 9h30, os primeiros passageiros espanhóis deixaram o navio. Equipe da OMS realizou monitoramento no Hondius durante a operação.
Durante a viagem, três passageiros morreram em decorrência da hantavírus. O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Praia, em Cabo Verde, quando ocorreu o surto a bordo.
Especialistas ouvidos pelo portal enfatizam que o risco de transmissão entre passageiros é muito baixo. O médico Robert C. Gallo, um dos pesquisadores associadas à identificação do HIV, afirmou que o hantavírus pode ser grave para infectados, mas a transmissão entre pessoas é rara. A OMS mantém alerta sobre monitoramento de contatos expos.
A OMS reiterou que a coordenação entre autoridades de todos os países envolvidos é essencial para manter a segurança de passageiros, tripulação e comunidades próximas. As autoridades espanholas continuam a acompanhar a situação e a vigilância epidemiológica.
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