Um habitante de Concarneau, no noroeste da França, que não estava no navio MV Hondius, foi contaminado pelo hantavírus. A pessoa foi transferida nesta terça-feira (12) para o Hospital Universitário de Rennes, a 350 quilômetros de Paris. O governo francês intensificou o isolamento para evitar a propagação.
Segundo o prefeito de Concarneau, Quentin Le Gaillard, a informação confirmada é de exposição a alguém portador do vírus. A identidade da pessoa e as circunstâncias do contato permanecem sob sigilo. O caso é descrito como isolado e contido pela autoridade local.
Le Gaillard afirmou que a população reagiu com tranquilidade. Disse que as autoridades de saúde, o Estado e a prefeitura trabalham de forma eficaz para controlar a situação, sem indicar risco generalizado no momento.
Após a confirmação de um caso entre os cinco franceses a bordo do Hondius, a França endureceu protocolos de isolamento para contatos e instituiu uma quarentena hospitalar reforçada para quem teve contato com alguém infectado.
Uma passageira francesa a bordo apresentou sintomas durante o voo de repatriação e testou positivo; ela permanece internada em Paris. Os outros quatro passageiros tiveram resultado negativo, mas seguem isolados no mesmo hospital, conforme o jornal Le Figaro.
O Ministério da Saúde informou a identificação de 22 pessoas expostas ao hantavírus: oito viajaram no voo de 25 de abril Santa Helena–Joanesburgo e 14 no trecho Joanesburgo–Amsterdã. A ministra Stéphanie Rist anunciou coletiva para hoje, com epidemiologistas e o diretor da Saúde Pública.
Três viajantes do Hondius morreram; dois casos são confirmados pela OMS como hantavírus, o terceiro é considerado provável. A variante encontrada é a cepa Andes, rara e com potencial de transmissão entre humanos, com incubação de até seis semanas.
A doença pode provocar síndrome respiratória grave e apresentar letalidade acima de 40% em alguns casos, segundo especialistas. A situação permanece sob monitoramento das autoridades de saúde francesas.
O assunto domina as manchetes francesas nesta terça, com questionamentos sobre a possibilidade de propagação. Observa-se que a França mantém medidas rigorosas, mas enfatiza que a transmissão entre pessoas é incomum.
Diversos órgãos destacam que não há medicamentos ou vacinas disponíveis no momento. Especialistas reforçam a necessidade de diagnóstico precoce e isolamento adequado para reduzir riscos de transmissão local.
A cobertura oficial segue com atualizações sobre casos expostos, medidas de quarentena e esclarecimentos de autoridades, incluindo a coletiva prevista para hoje em Paris.
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