O consumo de whey protein pode trazer riscos à saúde quando é feito sem orientação profissional e em excesso. Especialistas destacam que o suplemento continua útil quando incluído na necessidade diária de proteína, conforme o perfil de cada pessoa.
A endocrinologista Tassiane Alvarenga explica que, para quem treina, a faixa segura costuma ficar entre 1,2 e 2 g/kg de peso por dia. Excesso crônico sem acompanhamento pode sobrecarregar o metabolismo hepático e renal, principalmente em indivíduos com predisposição ou doenças pré-existentes.
Segundo a médica, o erro comum é acreditar que mais proteína sempre gera mais ganho muscular. O consumo além da necessidade pode elevar o aporte de ureia e favorecer ganho de peso se a caloria total superar o gasto diário.
Entre os potenciais impactos do uso exagerado estão desconfortos gastrointestinais, distensão abdominal e diarreia. O alerta é que o problema não é o whey isoladamente, mas o excesso proteico da dieta sem necessidade real.
Riscos e orientações
A orientação clínica é individualizar a ingestão com cálculo feito por nutricionista ou médico. O whey pode ser parte de uma alimentação equilibrada, desde que inserido dentro de um plano que considere saúde, preferências e condições médicas.
Para a prática saudável, a profissional enfatiza manter o equilíbrio, evitar modismos e acompanhar a alimentação com orientação profissional, garantindo a adequação do uso de suplementos.
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