O texto explica a diferença entre endemia, epidemia e pandemia, termos usados na transmissão de doenças. Eles descrevem padrões de disseminação, não o grau de perigo de um vírus. O objetivo é esclarecer conceitos usados com frequência após a covid-19.
Segundo a prática epidemiológica, endemia é a presença constante de uma doença em uma região, com número de casos estável ao longo do tempo. Exemplo clássico: malária, comum em áreas tropicais.
Quando os casos numa região excedem o nível esperado, fala-se em epidemia. O fenômeno pode ocorrer com mudanças na virulência de um patógeno ou com introdução de uma doença previamente ausente na localidade.
A pandemia ocorre quando a doença se dissemina entre países e continentes. Nesse regime, a cooperação entre sistemas de saúde é essencial. A OMS e o CDC associam pandemias a novos patógenos ou vírus com baixa imunidade coletiva.
Embora uma pandemia envolva alta transmissão, o risco de gravidade varia com o patógeno e o estado de saúde dos indivíduos. A gripe ilustra esse formato, com eventos históricos como a gripe de 1918 e a H1N1 de 2009.
Parte das doenças também é descrita de forma metafórica, como “epidemia de diabetes” ou “epidemia de opioides”, para indicar necessidade de ações públicas, ainda que não haja transmissão entre pessoas.
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