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Nova pesquisa amplia janela de trombectomia no AVC

Estudo Late-MT amplia a janela para trombectomia de 24 a 72 horas após AVC isquêmico, com maior chance de independência aos 90 dias, porém maior risco de sangramento

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Na conclusão de um estudo apresentado no Congresso Europeu de AVC, em Maastricht, Holanda, a janela para a trombectomia mecânica em AVC isquêmico grave pode se estender para até 72 horas após o início dos sintomas. Pacientes com obstrução de grandes artérias cerebrais, que ainda mantinham tecido cerebral recuperável em exames de imagem, apresentaram melhora significativa na independência funcional aos 90 dias quando submetidos ao procedimento, em comparação ao tratamento clínico isolado.

A pesquisa Late-MT avaliou uma população com potencial de recuperação mesmo após três dias. A reabertura da artéria foi alcançada em mais de 80% dos casos tratados. Os resultados sugerem que o conceito tradicional de que não há benefício após algumas horas está mudando, dependendo de uma seleção criteriosa por meio de exames avançados de imagem.

No entanto, o estudo também aponta riscos relevantes. Pacientes submetidos à trombectomia apresentaram maiores taxas de sangramento intracraniano e houve, numericamente, mais mortes no grupo tratato, sem significância estatística após ajustes. A mensagem, segundo o especialista, não é indicar tratamento tardio para todos, e sim enfatizar a necessidade de centros especializados em AVC capazes de avaliar cada caso com cuidado.

Resultados e implicações

Centros de referência devem manter protocolos rápidos de imagem para identificar pacientes com cérebro viável apesar da longa janela. A prática pode ampliar opções terapêuticas para isquêmicos graves que permanecem estáveis o bastante para avaliação.

A equipe liderada pelo estudo ressalta a importância de seleção criteriosa e de infraestrutura adequada para a tomada de decisão. A pesquisa destaca evolução da neurologia vascular e potencial impacto no manejo do AVC agudo.

Riscos e limitações

Entre os resultados, destacam-se maiores taxas de hemorragia cerebral e um aumento numericamente relevante de mortes no grupo trombectomado. Dados com ajustes estatísticos mostram que as diferenças não são estatisticamente significativas, exigindo confirmação em novos estudos.

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