O que aconteceu: pesquisadores da USP—Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), em Pirassununga—desenvolveram um microdispositivo reutilizável para a produção de embriões in vitro. O projeto prevê uso em maturação de gametas e fertilização, com foco na reprodução assistida humana.
Quem está envolvido: o grupo é liderado pelo Departamento de Medicina Veterinária da FZEA, com participação de Franciele Flores, pós-doutoranda, e do professor Juliano Coelho da Silveira. A iniciativa envolve ainda a parceria com a Universidade Federal do Ceará e a Universidade da Califórnia, Davis.
Quando e onde: o desenvolvimento integra o programa Jovem Pesquisador, fomentado pela Fapesp. O trabalho acontece na USP, em Pirassununga, com cooperação internacional em andamento.
Por quê: o objetivo é reduzir custos e ampliar o acesso à reprodução assistida, mantendo qualidade. Segundo Franciele Flores, o dispositivo pode ser reutilizável, o que reduz descarte e impactos ambientais, além de baratear o processo.
Como funciona: o microdispositivo oferece um sistema dinâmico de microfluídica, com fluido em movimento semelhante ao ambiente vivo. Esse dinamismo permite leituras mais rápidas e precisas sobre a qualidade de embriões e gametas.
Vantagens apontadas: a reutilização do dispositivo diminui custos por ensaio e reduz resíduos de descartáveis. Outra vantagem é a observação em tempo real de reações, possibilitando ajustes mais precisos no cultivo.
Perspectivas: a equipe vê aplicação mais ampla na área humana, além de potencial uso inicial em fertilização in vitro de animais. A proposta busca aproximar o ambiente de cultivo in vitro ao ambiente in vivo.
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