Oito meses após o início do incidente, a OMS recomenda que países sigam suas diretrizes para conter hantavírus, inclusive o monitoramento de contatos por 42 dias após a última exposição. A orientação surge com o navio Hondius ainda em foco.
O Hondius realizou repatriação de passageiros e tripulantes de cerca de 20 nacionalidades a partir de Tenerife, na Espanha. A operação terminou na noite de segunda-feira, com a embarcação decrew rumo aos Países Baixos para retornar à base.
Até agora, sete casos de hantavírus foram confirmados entre os ocupantes do cruzeiro, com três mortes. As vítimas são pessoas de nacionalidades diversas; entre os evacuados, três apresentaram resultado positivo.
Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que o trabalho não terminou com a repatriação e reiterou a necessidade de aderência aos protocolos internacionais. Ele ressaltou o longo período de incubação do vírus como motivo para vigilância contínua.
Entre os casos, destacam-se uma francesa, um americano e um espanhol com confirmação de hantavírus. O restante dos expedicionários está sob acompanhamento ou com resultados negativos, conforme boletins de saúde.
A Espanha, observando a situação, permitiu a atracação do Hondius em Tenerife apesar de resistência regional local. O governo francês pediu maior coordenação de protocolos dentro da União Europeia.
A cepa detectada no navio, Andes, pode ser transmitida entre pessoas. O hantavírus é geralmente associado à exposição a roedores, com transmissão possível por urina, fezes e saliva. O risco permanece avaliado como baixo pela OMS.
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