O peixe de pequeno porte pode colaborar com o controle da pressão arterial e a proteção do coração. O tema ganha destaque na análise do cardiologista e nutricionista Matheus Maestralle, que enfatiza o papel da sardinha na alimentação diária.
Segundo dados do Vigitel, a hipertensão atinge cerca de 27,9% da população brasileira. Embora não tenha cura, a condição pode ser gerida com ajustes simples na dieta e no estilo de vida. A sardinha aparece como um alimento relevante nesse contexto.
A sardinha é rica em ômega 3, proteínas de alto valor biológico, vitamina D e B12, selênio, cálcio e coenzima Q10. Esses componentes ajudam a reduzir inflamação, a pressão arterial e o colesterol, contribuindo também para a saúde muscular, óssea e imune.
Consumo recomendado e impactos
Matheus Maestralle orienta consumir sardinha duas a três vezes por semana. A prática constante pode trazer benefícios relevantes para o coração e o cérebro, especialmente quando integrado a uma alimentação equilibrada.
Para grupos específicos, a sardinha pode ter efeito ainda mais positivo. Idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas com histórico de AVC ou infarto podem se beneficiar do potencial anti-inflamatório e cardioprotetor do alimento.
Cuidados e restrições
Apesar dos benefícios, há cuidados, principalmente com versões industrializadas. Indivíduos com restrição de sódio ou doença renal devem observar a ingestão de sal.
A sardinha em lata mantém boa parte dos nutrientes, mas o sódio pode ser alto. Prefira opções com menos sal ou conservadas em água ou azeite sempre que possível.
Considerações finais
Ao escolher o produto, vale priorizar versões com menor teor de sal e verificar a forma de conservacao. A inclusão regular de sardinha, dentro de uma dieta balanceada, pode favorecer a saúde cardiovascular.
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