As canetas emagrecedoras, que incluem medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, ganharam espaço recentemente por facilitar a perda de peso. Contudo, a resposta ao tratamento varia entre pacientes, mesmo com uso correto e acompanhamento médico.
Estudos internacionais indicam que nem todos respondem da mesma forma. No STEP 1, por exemplo, cerca de 14% dos participantes tratados com semaglutida não perderam ao menos 5% do peso. Já a SURMOUNT-1, que avaliou tirzepatida, registrou taxas de não resposta menores, ainda assim presentes.
Fatores que influenciam o emagrecimento
Diversos fatores podem interferir na eficácia das medicações para obesidade, incluindo resistência à insulina, diabetes tipo 2, dose utilizada e adesão ao tratamento. Outros elementos como sono de qualidade, estresse, consumo de álcool, sedentarismo e uso de outros fármacos também impactam os resultados.
Adaptação de dose e hábitos
Ajustes progressivos de dose são comuns para reduzir efeitos colaterais. Alguns pacientes avançam mais lentamente, outros enfrentam náuseas ou desconfortos gastrointestinais. Pesquisas associam doses maiores a ganhos mais expressivos na perda de peso.
Importância dos hábitos saudáveis
Mesmo com as canetas, alimentação equilibrada e atividade física são essenciais. As medicações ajudam a controlar apetite, mas hábitos inadequados podem reduzir a eficácia e fatores emocionais ligados à compulsão alimentar também influenciam a resposta.
Quando buscar reavaliação
Se a perda de peso esperada não ocorre, é recomendável revisar a estratégia terapêutica com o médico. Pode haver necessidade de ajustar dose, trocar medicação, revisar dieta, sono e prática de exercícios, além de avaliar hormônios e questões emocionais.
Acompanhamento é essencial
Especialistas destacam que as canetas para emagrecimento não funcionam da mesma forma para todos. Expectativas realistas e acompanhamento médico são cruciais ao longo do tratamento, que envolve componentes biológicos, emocionais e comportamentais.
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