Pesquisadores da USP trabalham em uma tecnologia que melhora a leitura do subsolo do pré-sal brasileiro. O projeto combina ondas sísmicas, inteligência computacional e softwares avançados para identificar reservatórios com maior precisão.
O estudo é coordenado pelo professor Bruno Souza Carmo, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica. A leitura do solo é feita por meio de ondas acústicas geradas por pistolas de ar, captadas por hidrofones na água e retornadas ao leito marinho.
A equipe é multidisciplinar, reunindo engenheiros, matemáticos, físicos e geofísicos. Além de docentes da USP, participam pesquisadores da Unicamp, UF Pará, UFRN, Observatório Nacional, IFSP e UFSC.
A duração prevista é de cerca de quatro anos, com continuidade de um trabalho anterior. Parte dos softwares será disponibilizada em plataformas abertas para uso acadêmico e industrial.
As ferramentas visam reduzir incertezas em operações no pré-sal, apoiando decisões de perfuração, monitoramento de reservatórios e armazenamento de carbono no subsolo.
O grupo reforça que a proposta alia desempenho computacional e física, buscando maior exatidão das imagens subterrâneas para a indústria de energia. Os resultados poderão subsidiar projetos de exploração e de armazenamento de CO2.
A iniciativa também visa ampliar o acesso a técnicas avançadas, permitindo que outras equipes adaptem as ferramentas desenvolvidas durante o projeto. A expectativa é ampliar a precisão das leituras sísmicas no pré-sal.
Segundo os pesquisadores, o objetivo é facilitar tomadas de decisão em cenários de alto custo operacional, promovendo maior confiabilidade nas operações de exploração e armazenamento em subsuperfície.
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