O acidente ocorreu a bordo do navio MV Hondius, quando um surto de hantavírus foi confirmado durante uma viagem pelo Atlântico Sul. Três pessoas morreram e várias adoeceram entre os passageiros, levando autoridades de saúde a internar 18 americanos em unidades especializadas de tratamento de doenças infecciosas. A viagem era de caráter exploratório, com saída prevista de South Georgia e retorno próximo.
Entre os envolvidos, 18 cidadãos dos EUA permanecem sob observação em instalações de quarentena. Quatro estão em unidades de biocontenção na Universidade de Nebraska Medical Center, em Omaha; outros dois estavam na Emory University Hospital, em Atlanta; 14 permanecem no local em Omaha. As autoridades destacam que o risco de transmissão à população em geral é baixo.
Jake Rosmarin, fotógrafo e criador de conteúdo de Boston, está entre os hospitalizados em Omaha. O jovem de 30 anos prevê ficar 42 dias na unidade de quarentena. Ele descreveu o quarto como uma suíte pequena com TV, banheiro, frigobar e bicicletinha ergométrica, mantendo as cortinas fechadas para evitar a imprensa.
Rosmarin comiu uma horchata com leite de aveia, bebida que registrou em vídeo. Pacientes em quarentena podem receber visitas restritas e costumam ser atendidos por equipes com equipamento de proteção individual completo. Em geral, apenas serviços essenciais entram no quarto.
O vírus hantavírus identificado no Hondius é tipicamente transmitido por roedores, com transmissão entre pessoas sendo rara. Os sintomas costumam aparecer entre uma e oito semanas após a exposição. Onze pessoas adoeceram, com nove casos confirmados, e três faleceram, incluindo um casal holandês.
Os passageiros restantes deixaram o navio na segunda-feira e embarcaram para mais de 20 países para cumprir quarentena. As unidades de quarentena em Omaha existem para monitorar indivíduos expostos a doenças graves e, quando necessário, oferecer tratamento em ambiente de contenção biológica.
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