O programa Ambiente é o Meio, no episódio 221, aborda a investigação de contaminantes emergentes no Lago de Furnas. As entrevistadas são as professoras Giovana de Fátima Lima Martins e Mariane Gonçalves Santos, da Universidade Federal de Alfenas (Unifal). O estudo analisa a presença de substâncias no lago criado na década de 1960, com a instalação da Usina Hidrelétrica de Furnas.
O Lago de Furnas recebe água dos rios Grande e Sapucaí. A área total é de 1.440 km², e o reservatório ocupa importância ambiental e socioeconômica para a região sul de Minas Gerais.
Segundo as pesquisadoras, o foco inclui medicamentos descarregados pelo esgoto, pesticidas e agrotóxicos usados na agricultura, além de metais tóxicos que chegam pela indústria e pela atividade agropecuária. O trabalho é ainda inicial, mas visa mapear contaminação e orientar políticas públicas.
A iniciativa busca preencher lacunas de conhecimento e identificar áreas de contaminação, com a expectativa de subsidiar soluções em parceria com a comunidade local. O objetivo é reduzir riscos ao ecossistema e ao abastecimento da população.
Progresso e próximos passos
- A pesquisa pretende identificar as substâncias mais proeminentes e propor ações para mitigar impactos ambientais.
- A cooperação com comunidades vizinhas está entre as estratégias para a implementação de políticas efetivas.
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