O grupo de desenvolvedores do Ethereum apresentou uma correção para um risco que, segundo eles, pode ter gerado perdas bilionárias. A proposta foca em acabar com a chamada assinatura cega, prática de aprovar transações por meio de formatos de baixo nível não intuitivos.
A ideia é tornar a aprovação de transações a última linha de defesa, com informações apresentadas de forma clara ao usuário. A Fundação Ethereum e parceiros de ecossistema defendem que o usuário veja exatamente o que está assinando.
Entre os autores da iniciativa estão a Fundação Ethereum, Ledger, Trezor, MetaMask e WalletConnect, além de outros participantes do setor. O objetivo é reforçar a segurança sem comprometer a usabilidade.
Como funciona o clear signing
A proposta parte de trabalhos existentes, como o ERC-7730, voltado a descrições de transações legíveis por humanos, e o ERC-8176, que define estruturas de atestação. O plano também prevê uso de um registro descentralizado fora da cadeia para distribuir descritores e ferramentas de desenvolvedor.
A Fundação Ethereum afirma que a migração para o clear signing fortalece a última linha de defesa, tornando o ecossistema mais seguro e preparado para adoção institucional. A iniciativa operará com um registro gerido de forma neutra pela Iniciativa de Segurança de Um Trilhão de Dólares.
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