Beavers expandem para o oeste do Ártico canadense. Um estudo reconstituiu quando passaram a agir na região: por volta de 2008, no Inuvialuit Settlement Region, no Ártico canadense. A motivação envolve clima mais quente e o crescimento de arbustos usados na construção de suas obras.
A equipe liderada por Georgia Hole, da Durham University, analisou anéis de crescimento de salgueiros e álamos derrubados pelos roedores. Caminhos de água em imagens de satélite também mostraram elevação de alagamentos, associada às barragens.
Comunidades indígenas que vivem na região observaram o aumento de castores e destacaram impactos nos cursos d’água, acesso a rotas históricas de caça e coleta, bem como na vegetação local. O registro gradual vai ao encontro de relatos locais.
Os pesquisadores ressaltam que as lagoas criadas pelos alces podem acelerar o aquecimento do permafrost, em áreas já afetadas pela mudança climática. A nova abordagem permite acompanhar a colonização e orientar comunidades e gestores.
Ao fim, o estudo sustenta que o Ártico está se transformando de forma rápida e que a metodologia desenvolvida ajuda a entender mudanças em curso que poderiam passar despercebidas sem monitoramento.
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