NASA emitiu nesta quinta-feira um Request for Proposal (RFP) buscando colaboração com a indústria para a Rede de Telecomunicações em Marte. O objetivo é assegurar comunicações de alta largura de banda para dados científicos, imagens em alta definição e informações críticas durante as missões. A rede apoiará nuvens de órbitadores marcianos de alto desempenho, bem como operações de superfície, orbital e exploração humana.
O RFP complementa um rascunho lançado em 2 de abril e os feedbacks recebidos durante o Industry Day no Goddard Space Flight Center, em Greenbelt, Maryland. Empresas do setor deram sugestões sobre os objetivos da NASA para a rede marciana. A NASA também confirmou que a rede deve atender missões atuais e futuras.
O prazo de resposta é de 30 dias corridos a partir da postagem. A rede deve estar pronta para operar em Marte até 2030, conforme o RFP. O projeto integra a arquitetura espacial da NASA e a estratégia Moon to Mars, do programa SCaN (Space Communications and Navigation).
Objetivos e contexto
A iniciativa faz parte de uma expansão dos serviços de rede além da Terra, para a Lua e Marte. O financiamento segue diretrizes aprovadas pelo Congresso na Working Families Tax Cut Act, que orienta a implementação do projeto.
A NASA detalha que a rede martiana contará com órbitadores dedicados para suportar fluxos de dados científicos, imagens e comunicações de missão. O objetivo é assegurar conectividade contínua entre missões e bases na superfície de Marte.
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