A onicofagia, o ato de roer unhas, não é apenas nervosismo. Pesquisas em psiquiatria e neurociência a classificam como Comportamento Repetitivo Focado no Corpo (CRFC), similar a hábitos como puxar fios ou cutucar a pele. O estudo aponta ligações com circuitos de recompensa no cérebro.
O ciclo começa com um incômodo emocional ou físico, levando a mão à boca. O ato traz alívio temporário e queda da ansiedade, reforçando o hábito. O padrão se repete, principalmente em contextos de estresse crônico, fortalecendo o comportamento.
CRFC e o papel do sistema de recompensa
A dopamina atua no prazer, motivação e aprendizado de hábitos, reforçando a repetição após o alívio. O ciclo envolve monitoramento sensorial do corpo, elevando a vigilância sobre falhas percebidas nas unhas e na pele.
Perfeição tátil e persistência do ciclo
Gatilhos táteis, como irregularidades nas bordas das unhas, impulsionam o ato. Ao eliminar a imperfeição, a pessoa experimenta alívio que se repete, mantendo o ciclo ativo devido à liberação de dopamina.
Impactos à saúde e dificuldades para interromper
O hábito provoca microtraumas na unha, cutícula e pele, aumentando risco de infecções. Dentes podem sofrer desgaste e desgastes na articulação temporomandibular. O ciclo persiste diante de danos visíveis.
Estratégias para lidar com a onicofagia
Profissionais utilizam treinamento de reversão de hábito, com respostas alternativas quando surge o impulso. Técnicas de regulação emocional, respiração e atenção plena complementam o tratamento. Em alguns casos, dermatologistas participam do cuidado.
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